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Mostrando postagens de julho, 2017

Eu Sou Amazônia - Descubra sua conexão no Google Earth

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Graças ao projeto Eu sou Amazônia, desenvolvido pelo Google Earth é possível conhecer algumas facetas da Amazônia brasileira, descobrir frutas, sotaques, cores e problemáticas.  O projeto é dividido em 11 partes, cada qual destinada a um aspecto: conhecimento, raízes, comida, liberdade ou inovação, para dar alguns exemplos. Na minha modesta opinião, um material excelente para professores de PLE. Há muitas entrevistas com a população local e, claro, muitas questões culturais relevantes: quilombos, demarcação de terras, gastronomia, população indígena. Um projeto interessante tanto para estrangeiros quanto para brasileiros que queiram conhecer um pouco mais sobre esse imenso território que é a Amazônia.  Os vídeos são espetaculares e dá vontade de sair correndo para a Amazônia agora mesmo.  Escolhi este sobre a castanha para dar uma palhinha. Você pode acessar os outros vídeos do projeto no canal do Google Brasil no Youtube. Aquele abraço.

Você vai voltar pra mim

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Você vai voltar pra mim e outros contos - Bernardo Kucinski A primeira vez que ouvi falar de Bernardo Kucinski foi em 2016, no Dia da Língua Portuguesa. Eu era leitora na Universidade de Roma Tor Vergata, o colega responsável pela disciplina tinha organizado um encontro com tradutores e editores de autores de Língua Portuguesa e entre os participantes estava Vincenzo Barca, o tradutor italiano di Kucinski. Sentada entre os estudantes me senti mais aluna do que eles enquanto ouvia as considerações dos presentes sobre a Literatura de Língua Portuguesa contemporânea. E quando Vincenzo começou a falar sobre K. – Relato de uma busca me dei conta de quantas coisas eu não sabia sobre a ditadura militar no Brasil. A única coisa que a escola tinha deixado na minha memória era o nome dos generais que se sucederam na presidência e a televisão tinha conseguido marcar a imagem de João Baptista Figueiredo, o último militar a ocupar o pod...

Cabra marcado para morrer

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Neste mês de Julho, a Cinemateca do Matadero , em Madri, exibe o ciclo 60 años documental Iberoamericano . O documentário Cabra marcado para morrer , de Eduardo Coutinho, faz parte da programação nos dias 02 e 09. Em 1962, membros do Centro Popular de Cultura (CPC), órgão da União Nacional do Estudantes (UNE), participavam duma caravana que percorria o país para promover a discussão da reforma universitária. Eduardo Coutinho era um dos participantes do grupo que chegou no estado da Paraíba em abril daquele ano, duas semanas depois do assassinato do líder da Liga Camponesa da Paraíba, João Pedro Teixeira, morto numa emboscada organizada pelos latifundiários da região. O CPC presencia as manifestações dos camponeses durante o enterro do líder e nos dias seguintes e daí surge a ideia de fazer um filme que conte a história de João Pedro Teixeira. Dois anos mais tarde, em 1964 portanto, as filmagens deveriam iniciar, mas os conflitos armados na região,a morte de onze pessoas e a inva...