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Mostrando postagens de agosto, 2020

Milton Hatoum - Cada segunda um começo

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       Já leu algum livro ambientado na Amazônia? Se não leu,  talvez  a sugestão de hoje  estimule a sua curiosidade. Arminto, o protagonista de Órfãos do Eldorado , sente-se culpado pela morte da mãe durante o parto, acontecimento que acabou por clevar uma relação fria e distante entre ele e o pai, Armando Cordovil. Divido entre as pretensões do pai de que administre o patrimônio da família e o seu amor por Dinaura, Arminto ameaça os planos do pai e dificulta ainda mais a relação entre os dois. Do ponto de vista histórico, o pano de fundo é o período de apogeu e decadência econômica da região graças ao ciclo da borracha. O personagem de Florita encarrega-se inserir um elemento característico e um pouco mítico ao traduzir as histórias contadas pelos índios para o menino Arminto.      Uma leitura que mistura realidade e sonho ou delírio, com frases curtas que dão bom ritmo à história. Sobre o autor      Milton Hatoum...

Dia do fotógrafo - Claudia Andujar

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Foto: Claudia Andujar. Fonte: Fundação Lanan        Hoje é o Dia Mundial da  Fotografia e aproveitamos a ocasião para falar do trabalho de Claudia Andujar, uma fotógrafa suíça naturalizada brasileira que depois de escapar da Segunda Guerra Mundial e de passar por vários países chega ao Brasil, mais precisamente a São Paulo, em 1955. Andujar comprou uma máquina fotográfica e começou a viajar pelo Brasil para conhecer melhor o novo país e o novo continente. Aos poucos, começou a publicar seus trabalhos em diversas revistas e, em 1970, por exigências profissionais, Claudia viajou  Amazônia e fotografou tribos indígenas. A partir de então voltou inúmeras vezes à região e se tornou uma das principais defensoras dos direitos das populações indígenas. Nos anos 70, Andujar transferiu-se para a Amazônia e durante a sua convivência com os índios fez uma série de retratos dos integrantes das aldeias ( Marcados , um dos seus trabalhos mais relevantes) e da vida cotidia...

Maria Valéria Rezende - Cada segunda um começo

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       Uma professora aposentada tem que deixar a cidade de João Pessoa, no Nordeste do Brasil, para ir morar em Porto Alegre, Sul do país, com a filha. Nem tudo sai como planejado e Alice acaba na periferia de uma cidade desconhecida para ela à procura de uma pessoa que ela não tem certeza que exista. É nesta procura que Alice vai aos poucos mudando a ideia que tinha de Porto Alegre e percebendo que o frio não é a única característica da cidade. Destrói e reconstrói seus pontos de vista e si mesma através da escrita e das suas andanças pela cidade.       Uma leitura fluida que chega ao fim rapidamente e que nos leva a refletir sobre o exílio, a migração e as mulheres.      Para os estrangeiros uma lietura interessante porque é ambientada no Sul do Brasil, uma região pouco conhecida e com características climatológicas e humanas bastante diferentes do que normalmente se espera do Brasil. Não é à toa que Alice acabando por ser conhec...

Elis - Para assistir

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       Elis Regina teve uma vida breve, morreu aos 36 anos. No entanto, sua produção musical foi intensa e notável e a sua voz faz parte do cenário musical brasileiro até hoje, quase quarenta anos depois de sua morte. Fazer um filme sobre Elis é, portanto, um projeto ousado e uma incumbência e tanto.       Hugo Prata, diretor do filme, decidiu selecionar os momentos mais importantes da vida da cantora para fazer Elis – O Filme . Uma escolha que compromete em alguns momentos a fluidez do filme e deixa algumas lacunas informativas que podem confundir o espectador. Ainda assim, os estudantes estrangeiros de português podem encontrar no filme boas referências sobre a música brasileira e podem conhecer melhor uma das vozes mais queridas e conhecidas do país. Para sobre mais sobre Elis      Há diversas biografias sobre Elis Regina. Aqui destacamos apenas duas: Elis e eu , de João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora e que tin...

Jorge Amado - Cada segunda um começo

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               Tenda dos Milagres foi publicado em 1969 e foi um sucesso de público, traduzido em muitos idiomas, foi adaptado para o cinema em 1977, pelo diretor Nelson Pereira dos Santos, e em 1985 virou uma minissérie de trinta capítulos da TV Globo,.      Pedro Archanjo é o protagonista da história, um autodidata querido e respeitado entre o povo. Esta relação com os afrodescendentes é um dos tempos da história, em que se conhecem as aventuras amorosas, as lutas com a polícia, as dificuldades econômicas e as amizades de Archanjo.      Por outro lado, a chegada de um etnólogo americano ao Brasil para comemorar o centenário do nascimento de Archanjo acaba por provocar uma apropriação política da figura do protagonista. Ademais de mostrar a ignorância das figuras públicas que querem tirar vantagens do centenário de Archanjo, um ilustre desconhecido para eles, também se pode observar a superficialidade e o j...

Caetano Veloso - Cada segunda um começo

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     A notícia que está bombando no Brasil é a live de aniversário do Caetano Veloso. E nós não queremos ficar para trás. O começo desta segunda é o de Verdade Tropical, uma autobiografia que entrelaça a vida de Caetano com a história da música brasileira e do Brasil.      Verdade Tropical foi lançado em 1997 e nasceu do desejo do próprio autor de se confrontar com Paulo Francis, um famoso crítico que vivia em Nova York com quem Caetano teve uma longa polêmica. Francis faleceu pouco antes de o livro ser publicado. A vida de Caetano é o fio condutor da história, as suas influências, os filmes que assistiu em Santo Amaro, os livros que leu, a primeira vez que ouviu João Gilberto, a mudança para o Rio de Janeiro, o Tropicalismo, a prisão, o exílio, a sua relação como Chico e as relações que Caetano estabeleceu com personagens importantes da música e da cultura brasileira.      Uma leitura fundamental para conhecer a música brasileira e tamb...