Caetano Veloso - Cada segunda um começo
A notícia
que está bombando no Brasil é a live de aniversário do Caetano Veloso. E nós não
queremos ficar para trás. O começo desta segunda é o de Verdade Tropical, uma autobiografia
que entrelaça a vida de Caetano com a história da música brasileira e do
Brasil.
Verdade Tropical foi lançado em 1997 e nasceu do desejo do
próprio autor de se confrontar com Paulo Francis, um famoso crítico que vivia
em Nova York com quem Caetano teve uma longa polêmica. Francis faleceu pouco
antes de o livro ser publicado. A vida de Caetano é o fio condutor da história,
as suas influências, os filmes que assistiu em Santo Amaro, os livros que leu,
a primeira vez que ouviu João Gilberto, a mudança para o Rio de Janeiro, o
Tropicalismo, a prisão, o exílio, a sua relação como Chico e as relações que Caetano
estabeleceu com personagens importantes da música e da cultura brasileira.
Uma leitura
fundamental para conhecer a música brasileira e também muitos acontecimentos
relevantes da história recente do Brasil. Além disso, é uma imersão em
todas as influências de Caetano Veloso. Um ritmo às vezes lento e sempre denso
de informações que podem ser mais facilmente digeridas por quem estiver
familiarizado com as referências citadas pelo músico, mas absolutamente
recomendável.
Sobre o autor
Tanto a
obra como a vida de são difíceis de resumir. Caetano Veloso nasceu em Santo
Amaro da Purificação, uma cidade do recôncavo baiano a 72 km de Salvador. Em
1960, a família mudou-se para Salvador e no ano seguinte Caetano e a irmã Maria
Bethânia cmoeçaram a se apresentar em bares da cidade. A Bossa Nova, em especial João Gilberto, e o Cinema
Novo, principalmente Glauber Rocha, aumentaram o interesse do cantor pela música e
pelo cinema. Em 1965, Caetano se transferiu ao Rio de Janeiro para acompanhar a
irmã que havia sido chamada para substituir Nara Leão no show “Opinião”. A
partir de então o artista se torna cada vez mais conhecido e o lançamento de “Alegria,
Alegria” serve para consagrar definitivamente o baiano no cenário musical
nacional. A partir de então a produção de Caetano foi sempre constante e
intensa. Entre os muitos prêmios com que foi agraciado destacam-se os dois
Grammys. Em 1986, estreia o filme “Cinema Falado”, um documentário experimental
dirigido por Caetano Veloso, com a participação de atores, músicos e amigos do
cantor. No entanto, esta não era a primeira experiência do cantor com o cinema,
já em 1977 estivera no documentário "Doces Bárbaros", que registrou a turnê feita no
ano anterior para comemorar os dez anos de carreira do grupo formado por Maria
Bethânia, Gal Costa, Gil e Caetano. A literatura também faz parte da vida
artística do baiano. Além de Verdade Tropical, Caetano lançou Alegria, Alegria
(1977), Letra só (2003), O mundo não é chato (2005) e Antropofagia (2012).
Ficha técnica
Título: Verdade
Tropical (524 págs.)
Autor:
Caetano Veloso
País:
Brasil
Editor: Companhia
da Letras
ISBN:
85-7164-712-7
Página do autor: http://www.caetanoveloso.com.br/

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