Dia do fotógrafo - Claudia Andujar
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Foto: Claudia Andujar. Fonte: Fundação Lanan |
Hoje é o Dia Mundial da Fotografia e aproveitamos a ocasião para falar do trabalho de Claudia Andujar, uma fotógrafa suíça naturalizada brasileira que depois de escapar da Segunda Guerra Mundial e de passar por vários países chega ao Brasil, mais precisamente a São Paulo, em 1955. Andujar comprou uma máquina fotográfica e começou a viajar pelo Brasil para conhecer melhor o novo país e o novo continente. Aos poucos, começou a publicar seus trabalhos em diversas revistas e, em 1970, por exigências profissionais, Claudia viajou Amazônia e fotografou tribos indígenas. A partir de então voltou inúmeras vezes à região e se tornou uma das principais defensoras dos direitos das populações indígenas. Nos anos 70, Andujar transferiu-se para a Amazônia e durante a sua convivência com os índios fez uma série de retratos dos integrantes das aldeias (Marcados, um dos seus trabalhos mais relevantes) e da vida cotidiana e dos seus rituais. Durante os longos anos de trabalho com os indígenas, principalmente os yanomamis, a fotógrafa registrou o rastro de devastação que o contato com o homem branco e a invasão das terras causaram aos índios. Claudia Andujar e o missionário italiano Carlo Zacquini estão entre os principais defensores da causa indígena atualmente e foi graças ao ativismo político da fotógrafa que em 1992 demarcaram-se as terras da reserva indígena yanomami na Amazônia, ainda que esta demarcação não tenha garantido a integridade física e do território continuamente ameaçado pela presença de garimpeiros na região.

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